Portões
que Falam
“Portões que Falam” é uma iniciativa inovadora de arte pública que há 14 anos transforma dois bairros na cidade de Santo André, São Paulo, em uma galeria a céu aberto e segue avançando a outros territórios. No PQF, artistas de todas as origens e idades criam arte a partir de um tema e as expõem nos portões das casas participantes.
O projeto democratiza o acesso à arte, ressignifica e revitaliza as ruas, promove o diálogo cultural com a comunidade, fomentando o sentimento de pertencimento.
Realizamos seis edições: “Máscaras/Manchas” em 2014, (13 portões); "Indígenas” em 2016, (54 portões); “Inteligência Artificial” em 2018, (75 portões); “Infância” em abril de 2022, (86 portões); “Fome” em março de 2024 (104 portões), no mesmo ano apresentamos a 1ª Mostra Cuiabá 153 de Cinema; "Territórios" em maio de 2026 (104 portões).
Estão abertas as inscrições!
Clique no botão abaixo e se inscreva na sétima edição dos Portões Que Falam: Utopia 2028.
Objetivos
O projeto bienal de arte pública Portões Que Falam tem como motivação promover a democratização do acesso à arte e o estímulo à interação entre moradores, artistas e visitantes. A bienal reafirma sua identidade local em um contexto global e busca proporcionar experiências que, por meio da arte, transformam os espaços urbanos, as pessoas, as comunidades e seus grupos de convívio.
Origem
O projeto Portões Que Falam surgiu quando Sueli de Moraes, idealizadora da casa cultural Cuiabá 153 (2009), recebeu o convite em 2012 para realizar uma versão brasileira do projeto francês Les Fenêtres Qui Parlent (Janelas que Falam).
Em acordo com a Réso Asso Métro, associação de habitantes de Lille/França que produz efetivamente o Les Fenêtres Qui Parlent (FQP), o projeto recebeu o nome de “Portões que Falam” (PQF), devido a realidade brasileira ter portões diretamente nas calçadas, e não janelas, como na França.
E, diferente da ação francesa que mantém as obras de arte durante 30 dias nas janelas, na ação brasileira, as obras são mantidas por dois dias nos portões das casas, o que caracteriza um final de semana de grande agito para os bairros, a cidade e territórios vizinhos. O evento acontece num quarteirão de calçada ininterrupta, envolvendo sete ruas das Vilas Alzira e Assunção. Se estabeleceu uma parceria solida entre os projetos que possibilitou intercâmbios de obras, conferências e trocas valiosas.
Edições
Nossa experiência nos levou a acreditar que trabalhar com temas é uma forma mais abrangente e horizontal da arte falar a todos os públicos, sem barreiras, especialmente porque um dos objetivos da ação é dar acesso às pessoas que nunca entraram em um museu. Os temas de cada edição, que surgem organicamente, carregam histórias fundamentais para a memória da Casa Cultural Cuiabá 153, e são desdobrados em oficinas, vivências para artistas e abertas à comunidade. Para compartilhar essas narrativas, apresentamos, em primeira pessoa, os relatos da idealizadora Sueli de Moraes sobre cada tema já realizado e o atual, revelando os bastidores e as motivações que deram origem à bienal.
Artistas
Todas as pessoas com interesse em arte podem participar do projeto. Ao longo de nossa história, recebemos artistas iniciantes e experientes, inseridos ou não no circuito das galerias, além de professores de arte e de projetos sociais que realizaram obras coletivas. Participaram também artistas de diversos estados brasileiros e de outros países. Valorizamos as trocas e aprendizados entre os participantes, bem como a democratização do conhecimento sobre elaboração de projetos, apresentação do artista e obra, que facilitam a sua inserção nos editais e outras oportunidades profissionais.
Os artistas participantes têm acesso a:
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Ampliação da visibilidade dos artistas na esfera pública, capacitando-os com as ferramentas e conhecimentos necessários para uma boa apresentação em sua carreira nas artes;
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Criação de mini biografias profissionais;
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Articulação da poética e dos conceitos que compõem as suas obras;
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Escrita de textos e memorial descritivo que explicam e esclarecem o significado de seu trabalho;
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Articulação com questões burocráticas na elaboração de uma proposta, facilitando a realização de projetos complexos de trabalho;
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Participação na seleção de exposições para espaços públicos e privados na cidade de Santo André e ABC paulista;
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Inclusão nas mídias sociais da Cuiabá 153, fortalecendo a sua visibilidade no Estado de São Paulo;
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Acompanhamento artístico durante os meses de produção em encontros virtuais e presenciais;
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Professores e escolas públicas e/ou particulares recebem atenção especial com apresentações acerca da trajetória do projeto com explicações e reflexões de seu funcionamento;
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Oficinas e cursos de formação, vivências e workshops com profissionais capacitados;
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Materiais gráficos comprobatórios;
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Dois dias de exposição e visitas guiadas com acessibilidade.
Coordenadores
Os coordenadores do projeto são, antes de tudo, artistas que também participam com suas produções. Eles são selecionados com base na percepção da idealizadora do projeto, quanto a visão artística, capacidade de liderança e organização. São os que se destacam para além da maturidade artística, pela sua capacidade de compreender os meandros do projeto e os comunicar de forma clara aos colegas artistas. As suas diversas habilidades e conhecimento os qualificam ainda mais, facilitando a comunicação pelas complexidades do planejamento e coordenação dos projetos, além de desempenhar um papel fundamental de liderança necessária para a realização do projeto.







Colaboradores
Os colaboradores, assim como os coordenadores que trabalham em conjunto, também são artistas que possuem produção própria. Suas atividades são de suma importância para apoiar e facilitar as etapas de planejamento e comunicação do projeto.


Artista visual autodidata e arquiteta formada pela Belas Artes de São Paulo. Em sua pesquisa artística, desenvolvida por meio do desenho, pintura, bordado, investiga o feminino, o corpo e o cotidiano das mulheres. Suas obras transitam entre o protesto e a celebração, retratando a força, a delicadeza e a resistência feminina. Inspirada por uma trajetória cercada de mulheres de grande força e habilidades manuais, sua produção nasce do constante questionamento sobre o papel da mulher sociedade.

Artista visual criada em Salvador, onde desenvolveu seu olhar artístico. Com foco em ilustração digital, sua arte expressa sentimentos, memórias e raízes afro-brasileiras, destacando a força feminina e a cultura nordestina.

Artista visual com produção voltada à pintura e à escultura. Sua pesquisa utiliza a figura infantil como elemento central para investigar as intersecções entre infância, trabalho e memória, refletindo sobre a inocência genuína da criatividade infantil como ato de resistência diante das estruturas impostas pela vida adulta. Também é colaborador da Casa Cultural Cuiabá 153, contribuindo para projetos culturais, organização e comunicação institucional do site.

Julia de Paula nasceu e reside em São Bernardo do Campo, SP. Bacharel em Artes Visuais, atua como Ilustradora, Artista Visual e Arte-Educadora. Sua pesquisa aborda o cotidiano, a natureza e o feminino por meio de diferentes linguagens, mídias e suportes, desenvolvendo obras que transitam entre pequenos e grandes formatos.

Artista visual, graduada em Educação Física e Fisioterapia. Desenvolve pesquisa continuada em artes visuais, com formação em desenho, pintura em tela, aquarela, arte têxtil, geometria sagrada e mandalas, consolidando uma produção que articula arte, natureza, simbolismo e espiritualidade. Encontrou na arte sua forma de expressão e seu projeto de vida, dedicando-se à pesquisa, à criação e ao desenvolvimento de sua poética.
Parceiros
O projeto conta com artistas parceiros trabalhando em infraestrutura, montagem, revisão de texto, design, no registro fotográfico e audiovisual dos Portões que Falam e outras atividades da Casa Cultural, de modo a possibilitar material profissional de documentação das atividades e das obras para os artistas, assim como uma melhor apresentação dos nossos projetos.





Nota da idealizadora Sueli de Moraes
“Transformar a minha residência em um ponto cultural foi um acontecimento natural e fluido, como se o universo estivesse manipulando para que assim o fosse. A primeira exposição de arte, aberta ao público, se deu em 2009. E, inebriada pela experiência singular, planejei a segunda exposição, realizada em 2011. No ano seguinte, recebi um convite para realizar uma versão do evento francês Les Fenêtres Qui Parlent no Brasil. Em acordo com os organizadores franceses, adaptamos o nome do evento para Portões Que Falam, mais de acordo com a realidade brasileira, e em 2014 foi realizada a nossa primeira edição do evento de arte pública.
Ao iniciar esta jornada pelos caminhos da arte pública, fui infinitamente influenciada pela trajetória do evento francês Les Fenêtres Qui Parlent, pela grande festa e pela forma voraz com que os residentes daquele país tomam as ruas. É sempre emocionante ver e presenciar a satisfação com que aquelas pessoas se apoderam das ruas. E eu passei a desejar aquela mesma vibração para o meu povo.
A dimensão que o projeto alcançou só me enche de orgulho e realização com as conquistas até o presente momento. Promover o Portões Que Falam, tornou-se uma grande responsabilidade social, e tarefa difícil, coordenando e fomentando a cultura de forma independente, sem patrocínio, apoio financeiro ou governamental. Mas inspirações não me faltam para seguir adiante.
Expresso a minha sincera gratidão pelo apoio de todas as pessoas que acreditam no PQF. Aos moradores, que generosamente permitem que os artistas produzam arte para os seus portões “falarem” em um fim de semana. Aos artistas, que entendem o projeto como um grande portal de novos desafios. E, principalmente, aos artistas coordenadores, atuais e aos que já estiveram nessa função, pela dedicação voluntária e respeito ao projeto."
Sueli de Moraes






